Informe a chapa que você dobra e a calculadora mostra a tonelagem necessária e o modelo Translaser que atende.
A matriz é a peça de baixo da dobradeira, com um canal em formato de "V". A abertura V é a largura desse canal, em milímetros. É dentro dele que o punção empurra a chapa para formar a dobra.
A escolha do V muda tudo: um V menor faz um raio mais fechado, mas exige mais força e pode marcar ou trincar a chapa; um V maior faz um raio mais aberto e usa menos força, mas a peça precisa de uma aba maior para apoiar nos dois lados do canal.
Quando você deixa em "Automático", escolhemos a abertura V proporcional à espessura, seguindo a regra de fábrica para dobra livre. Mas não usamos um número único: o melhor multiplicador muda conforme a espessura, por um motivo físico.
O que define se a dobra é segura não é o V em si, é o raio interno que ele gera (na proporção Ri ≈ V ÷ 6). Se o raio fica apertado demais para a espessura, a parte de fora da dobra estica em excesso e a chapa trinca. Chapa grossa exige raio (e portanto V) proporcionalmente maior para não trincar; chapa fina pode fechar mais sem risco, economizando força. Por isso a escala:
| Espessura | Abertura V | Por quê |
|---|---|---|
| até 3 mm | 6 × espessura | raio fechado é seguro; usa menos força |
| 3 a 10 mm | 8 × espessura | faixa mais comum; melhor equilíbrio força × raio |
| 10 a 16 mm | 10 × espessura | abre o raio para não marcar nem trincar |
| acima de 16 mm | 12 × espessura | chapa grossa precisa de raio amplo para resistir |
Depois de calcular essa abertura alvo, a calculadora escolhe a matriz V real mais próxima que existe na tabela Translaser. A abertura é definida pela espessura e não muda quando você troca o material — assim o V fica previsível. Você pode trocá-la manualmente se o seu projeto exige outro raio.
E o material? O material entra na força (veja "Como o cálculo é feito"), não na abertura. O que muda entre materiais é quanta tonelada a dobra exige — inox e alta resistência pedem bem mais força que o aço carbono na mesma chapa.
Atenção ao raio (chapa dura): inox e alta resistência têm raio mínimo de dobra maior (inox ~1,5× a espessura; alta resistência ~2×). Se a abertura padrão deixar o raio apertado para esses materiais, a calculadora mostra uma nota técnica sugerindo abrir a matriz. Abrir o V aumenta o raio e reduz a força — ou seja, a máquina recomendada continua atendendo. Esses são valores típicos; o raio mínimo real varia com a liga, a têmpera e o sentido da dobra. Em peças críticas, confirme com a engenharia Translaser.
É o arredondamento que sobra por dentro da dobra — nenhuma dobra forma um canto perfeitamente vivo. Na dobra livre (dobra "no ar", a mais comum), esse raio não depende do punção: ele é definido pela abertura V usada, na proporção aproximada de Ri ≈ V ÷ 6. Ou seja, escolher o V já define o raio. Só preencha o campo de raio se o seu desenho técnico exige um valor específico — aí nós sugerimos o V que chega mais perto dele.
É a menor distância que pode existir entre a borda da chapa e a linha da dobra para a peça apoiar direito nos dois lados do canal V. Se a aba for menor que isso, a chapa escorrega para dentro do canal e a dobra sai torta ou não acontece. Quanto maior a abertura V, maior a aba mínima necessária.
Use esta tabela para conferência rápida no chão de fábrica: dada a abertura V da ferramenta, você lê o raio interno que vai sair e a aba mínima que a peça precisa ter.
A tonelagem principal vem da tabela de capacidade Translaser (toneladas por metro de dobra, base aço carbono), multiplicada pelo comprimento da peça e por um fator do material — porque a força de dobra é proporcional à resistência do material. Fatores usados: aço carbono 1,0 (referência) · alumínio macio 0,35 · alumínio estrutural 0,55 · aço inox 1,6 · aço alta resistência 1,7 · personalizado = Rm ÷ 450 MPa.
O inox e a alta resistência levam um fator acima da simples razão de resistência porque encruam ao serem dobrados (endurecem com a deformação), exigindo mais força do que o material no estado inicial sugere. Os valores de inox (1,6) e alta resistência (1,7) são conservadores de propósito, para não subdimensionar a máquina. O alumínio depende muito da liga — por isso há duas opções (macio e estrutural). Cálculo válido para dobra livre a 90°.
Toque em um modelo para ver quanto da força ele usaria.
Desenho esquemático para orçamento e conversa com o cliente. As medidas finais dos rolos vêm do fabricante, conforme o modelo e o jogo de ferramentas.
Cotas só do canal, em mm, já com a folga. Diâmetro externo, largura e furo do rolo dependem do modelo da máquina e não estão cotados.
Na curvadora a peça passa entre três rolos e sai em forma de arco ou anel. O que muda entre os tipos de curvatura é a posição do perfil em relação ao centro desse anel — nos desenhos, a seta laranja aponta para o centro.
Abas para dentro: as abas apontam para o centro e ficam no lado de dentro da curva, que é comprimido. Por isso tendem a ondular e a capacidade é um pouco menor.
Abas para fora: as abas ficam no lado de fora, que é esticado; a parte reta (alma ou aba em pé) fica voltada para o centro.
Barra chata: pela face larga vira uma cinta (o jeito mais fácil); de cutelo vira uma arruela (difícil, seções menores).
Barra redonda, tubo redondo e tubo quadrado: a posição não importa.
É o número que mede o esforço para curvar a peça. Cada modelo da linha tem um W máximo (CHP-6 = 6 cm³, CHP-16 = 16 cm³ … CHP-500 = 500 cm³). A calculadora faz a conta do W da sua peça com a fórmula do perfil e compara: se o W da peça for menor ou igual ao W do modelo, a máquina tem força. É assim que dá para escolher o modelo mesmo para medidas que não aparecem na tabela do fabricante.
Exemplo: tubo quadrado 50 × 6 → W ≈ 13,9 cm³. Não cabe na CHP-6 (6 cm³), cabe na CHP-16 (16 cm³).
Duas travas a mais, para nunca indicar máquina pequena:
• Tamanho: além da força, a maior medida da peça (aba, largura, diâmetro ou lado) precisa caber no ferramental. A calculadora não indica um modelo cuja maior peça na tabela do fabricante seja menor que a sua.
• Cantoneira: pela tabela do fabricante, a maior cantoneira de cada modelo tem um W bem abaixo do W da máquina (a cantoneira é assimétrica e as abas tendem a deformar). Por isso, para cantoneira, a capacidade de cada modelo é o W da maior cantoneira da tabela, e não o W nominal.
O raio é medido na linha de centro da peça, até o centro da curva. Cada modelo tem um diâmetro mínimo de curvatura, medido com a seção máxima da tabela em aço de 250 MPa. Para não arriscar, a calculadora trata esse diâmetro como o diâmetro interno do anel (soma a altura da peça para chegar à linha de centro) e nunca considera que um modelo maior fecha um anel menor que um modelo menor. Se o raio pedido ficar abaixo desse mínimo, o resultado aparece em amarelo: com uma seção menor o raio pode ser possível, mas depende do jogo de rolos — confirme com o fabricante ou aumente o raio.
A tabela da máquina considera aço de 250 MPa de limite de escoamento (A36 / SAE 1020). Para outros materiais, a calculadora corrige o W na proporção: W corrigido = W × escoamento ÷ 250. Inox, aço de alta resistência e SAE 1045 pedem mais máquina; alumínio pede menos. O inox 304 segue o fator informado pelo fabricante: 1,5 × o aço carbono (equivale a 375 MPa).
Atenção: além da força da máquina existe o limite do próprio material. Inox, alumínio duro, tubo de parede fina e perfil de aba fina podem trincar, ovalizar ou enrugar antes do mínimo da máquina. Nesses casos, confirme com o fabricante ou faça um teste.
A calculadora indica o menor modelo que atende a força e o raio. Se nenhum atender o raio, indica o menor que tem força e avisa. Quando a peça usa mais de 90% da força do modelo, o resultado sai em amarelo e sugere o modelo seguinte para ter margem. No perfil U, a altura também precisa caber no modelo. Você pode tocar em outro modelo da linha para comparar.
⬇ Tabela técnica completa (PDF)A seta laranja aponta para o centro da curva.
Toque em um modelo para ver quanto da capacidade ele usaria.
Diâmetro mínimo informado pelo fabricante: 1,2 a 1,3 × o rolo superior. A calculadora recomenda 1,3× e avisa quando o pedido fica entre 1,2× e 1,3× (limite da máquina).
Cada modelo TLC-4 tem três limites: a espessura máxima que calandra, o comprimento útil dos rolos (a largura da chapa precisa caber) e o diâmetro mínimo do cilindro que consegue fechar. A calculadora indica o modelo de menor comprimento útil que atende a largura e, dentro dele, o de menor espessura que dá conta — dando preferência ao que também atende o diâmetro. Você pode tocar em outro modelo da linha para comparar.
A tabela do fabricante considera aço de 245 MPa. Para outro material, a calculadora converte a chapa em uma espessura equivalente: t eq = t × √(escoamento ÷ 245). O inox segue o fator informado pelo fabricante: espessura × 1,5. Uma chapa de inox de 10 mm pede a mesma máquina que uma de aço carbono de 15 mm.
A capacidade usada é (t eq ÷ espessura máx.)², porque o esforço para calandrar cresce com o quadrado da espessura. Acima de 90% o resultado sai em amarelo e sugere o modelo seguinte para ter margem.
A chapa não fecha um cilindro menor que o rolo superior permite. Pelo fabricante, o diâmetro mínimo é 1,2 a 1,3 × o diâmetro do rolo superior. A partir de 1,3× fica verde; entre 1,2× e 1,3× é o limite da máquina (amarelo, confirmar com o fabricante); abaixo de 1,2× o cilindro não fecha naquela máquina (vermelho). A calculadora também mostra o comprimento de chapa necessário para fechar o cilindro: π × (Ø interno + espessura).
Na calandra de 4 rolos as pontas da chapa são pré-curvadas na própria máquina, sem sobra reta. Esse pré-curvamento tem uma capacidade menor que a calandragem. Se a espessura equivalente passar desse limite, as pontas ficam com um trecho reto, que precisa ser cortado ou pré-curvado em prensa. Por isso a calculadora pergunta se as pontas precisam ficar curvadas: se sim, ela só indica modelos que pré-curvam aquela espessura; se as pontas forem cortadas, ela indica a máquina pela calandragem e avisa para prever sobra de material nas duas pontas.